sábado, 19 de novembro de 2011

It's times like these, you learn to love again..

Já são 00h17 de Domingo.. e eu estou em casa na internet sem fazer nada de útil. Na verdade, pensei bastante na minha situação afetuosa ao longo do dia. Comecei a lembrar e analisar lá do início.. 7 meses atrás. O fim do meu namoro. Tecnicamente, meu namoro ja tinha acabado fazia algum tempo. Nós dois é que não queríamos aceitar os fatos, do jeito que as coisas estava acontecendo. Nossa relação parecia algo como obssessão... ainda é difícil falar e explicar sobre isso. Não ficávamos longe nem um dia se quer, o ciúme fazia parte frequente da nossa relação. Talvez por isso foi tão forte (pra mim) nosso afastamento repentino (ou não). Mas não estou aqui pra contar como meu namoro terminou. O importante, foi os efeitos que isso causaram. Independente dos motivos e da culpa, ao mesmo tempo que fiquei extremamente sensível, a frieza também tomou conta de mim. Era incrível a maneira como eu me dirigia e tratava as pessoas à minha volta. Nas primeiras semanas, veio a crise de sensibilidade.. parecia que eu precisava de algo ou alguém que preenchesse o vazio que havia ficado quando algo fora tirado, afastado da minha vida. Foi aí o primeiro dos erros. Ninguém pode substituir ninguém. Não totalmente, pois ninguém é igual, ninguém vai ter as mesmas atitudes, o mesmo jeito, a mesma personalidade, ou até as mesmas roupas, sei lá. O lugar que uma pessoa deixa quando vai embora da sua vida ou quando você o tira dela, ninguém mais pode ocupar. Você fica tentando achar refúgio, compreensão para uma coisa que nada disso vai adiantar. A não ser o tempo. Depois da crise de sensibilidade, e vários erros cometidos consequentemente, veio então a crise de frieza, que esta, ainda tem um pouco de força em mim. Não sei se posso explicar com clareza o que eu sentia e que ainda sinto, um pouco. É algo parecido com descrença.. desesperança, um pouco de medo e até apatia, nos primeiros dias. Já havia passado a dor e a raiva, o que tinha sobrado? O pior.. as lembranças boas. O que mair corroi, fere as pessoas depois disso. Foi assim que criei um escudo.. uma membrana em minha volta para que nenhum sentimento passasse. Uma vez que temos apenas uma experiência em determinado assunto, temos ela como referência. Então toda vez que pensava em começar algo do tipo, meu ponto de referência ecoava sobre minha mente. E ainda o faz, mas com menos intensidade. Porque percebo que esse escudo, essa aversão que mantenho pode me manter forte, mas não permite que eu seja.. simplesmente eu. Não permite que eu esteja vulnerável, mas não permite que eu me emocione, que eu vibre no meu próprio ritmo. A razão pede para que eu mantenha esse escudo. Mas a emoção grita, implora para que eu me desfaça dela. Talvez esse post esteja um pouco atrasado em relação aos acontecimentos, mas não posso negar que é exatamente neste impasse em que eu me encontro. O tempo passa, até quando você sente cada segundo como um soco na barriga. Mas ele passa. E talvez esteja na hora.. It's times like these, you learn to live again.. It's times like these, you give and give again.. It's times like these, you learn to love again!