Não, ainda não organizei meus pensamentos, mas acho que eles estão dando um sinal de alerta: fuja que vai dar merda!
Acho que fico me iludindo quando conheço uma pessoa, tipo 'ah é só amigo, nem me preocupo com ela, se a gente se ver, bem, se não, tudo bem'. Até o dia em que eu não vejo a pessoa e começo a sentir falta. Até o dia em que essa pessoa não fala comigo e eu sinto falta da atenção. Até o dia em que eu descubro que eu me importo (um pouco, bem pouco) com essa pessoa.. e assim vai indo, meus sentimentos vão se revelando quando tudo já está praticamente perdido pro meu lado!
Isso acontece porque quando começo um relacionamento, estou auto-confiante, segura de mim mesma, e acho que estou muito certa de que não preciso de ninguém no momento. À medida que o tempo passa, percebo o quanto sou incompleta e do quanto seria com ter alguém que me completasse, que me ensinasse e que aprendesse também comigo. Mas primeiramente vem todo aquele pensamento de que já falei várias vezes: minhas experiências amorosas foram frustrantes. Em quase todas saí ferida, machucada por dentro, desiludida. Digo quase, porque tiveram as que foram curtas, mas que foram boas. Não que eu tenha muitas histórias de amor para contar hahaha, mas o engraçado é que nem sempre é a mesma coisa, o mesmo jeito, o mesmo fim.. então posso analisar de forma diferenciada e comparada, essas historias.
As experiências que são boas, normalmente são curtas, porque não incluem brigas feias, problemas sérios compartilhados e discutidos e situações desagradáveis. Na maioria são paixões passageiras, que deixam saudade, mas que quando paramos para refletir, chegamos à conclusão de que se tivesse durado mais, não teria sido a mesma coisa. Não teria sido uma paixão das boas, todo aquele encantamento, que infelizmente dá e passa. Chegamos à conclusão de que talvez, se tivesse continuado, a paixão não teria se tornado amor, a única coisa que mantém duas pessoas em um relacionamento depois que a paixão passa.
A verdade é que quanto mais vivo, quanto mais observo e analiso o jeito de ser das pessoas, mais certeza eu tenho de que a melhor coisa é ficar sozinho, digo, solteiro. Mas quanto mais eu conheço as pessoas de bom caráter, mente aberta, que pensam no futuro, mas que também têm em mente o carpe diem, concluo que ter uma pessoa que pense diferente de você, que te complete, mas ao mesmo tempo siga a mesma linha de ideais, valores e planos, é a coisa mais pura, é o que nos mantém vivos.
Mais uma vez, eu cá dividida hahaha. Como sempre. Quando eu vou largar mão de ser chata e resolver para qual lado do muro vou pular?
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